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Vaso de barro maio 2012...

  VASO DE BARRO MAIO 2012

VASO DE BARRO – Março 2012...

  VASO DE BARRO - 03/2012

VASO DE BARRO – FEVEREIRO 2012...

VASO DE BARRO – JANEIRO 2012...

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Dezembro 2011...

  Vaso de barro Novembro 2011 (Historia Daniel) pdf

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Novembro 2011...

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Vaso de barro junho 2011...

  Vaso de barro 2011 (PDF)

Vaso de barro...

  Vaso de barro 2011 (PDF)

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  Vaso de barro 2010 (PDF)

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  Vaso de barro 2009 (PDF)

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Vaso de barro maio 2011...

Vaso de barro abril 2011...

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  Vaso de barro abril 2011 - Luiz Roberto

Meu nome é Luiz Roberto Xavier.
Venho de uma família muito pobre, somos em 6 irmãos , todos vivos graças a Deus. Eu sou o caçula, minha mãe e o meu pai trabalhavam para nos sustentar e pagar as contas. Desde criança tive vontade de trabalhar para ajudar a minha mãe e também queria ser o dono da minha vida.

Tudo começou quando completei 14 anos e comecei a procurar emprego para ajudar meus pais, graças a Deus consegui.
Estava muito feliz de poder ajudar meus pais. No 1º ,2º ,3º mês dava todo o dinheiro que recebia , no 4º mês comecei a dar a metade e mentia dizendo que a firma estava fraca… Na verdade gostava de comprar roupas e sapatos que estavam na moda…

Chegava do serviço, ia direto para a escola, mas só tinha um detalhe… eu não freqüentava as aulas: ia paro o bar jogar sinuca! Nessas faltas de aula, numa sexta feira , estava junto aos meus colegas e começou a rolar um copo… vai e vem; comecei a experimentar coca cola com pinga e depois um vinho , e dizia NÃO PEGA NADA! Mas sem perceber já estava me viciando.
Sempre numa outra sexta feira, jogando com um amigo, ele me deu um cigarro para segurar e por curiosidade dei uma tragadinha, pensando NÃO PEGAR NADA… Mas foi mais um vicio em minha vida!

Estava trabalhando, me achando o “bom” e já não dava mais nada de dinheiro em casa. Meus pais começaram a desconfiar pelo cheiro do álcool e do cigarro e pelo meu jeito de chegar… Até que um dia meu pai me chamou para conversar e perguntou por que eu estava fazendo isso. Acrescentou: “Se você continua assim, pode ir embora!”. Dei a resposta na hora e disse, com orgulho: “NÃO PRECISO DO SENHOR , SOU DONO DA MINHA VIDA!”
Minha mãe começou a chorar e eu nem dei bola, conversei com um rapaz que trabalhava comigo e fui morar junto com ele.
Foi a pior coisa que fiz na minha vida: ele era viciado em cocaína, eu já não estava nem ai para nada e experimentei a droga.

De repente encontrei-me mesmo do jeito que o diabo gosta: tirava o dinheiro do aluguel e o resto era para balada e droga. Certo dia esse meu amigo foi embora do emprego e sumiu, e eu que já usava direto, entrei em desespero, estava completamente só, comecei a me afundar e faltar do emprego. Fui mandado embora e já não tinha mais dinheiro por que tinha gastado tudo.

Assim, sem nada, igual o “filho pródigo”, pedi para voltar para a minha casa: minha mãe ficou feliz , mas o meu pai não.
Nesse tempo, uma garota chamada Márcia e namoramos por quase 1 ano. Tinha recomeçado a trabalhar e perecia que tudo ia bem, mas o vazio dentro de mim ficava.

Certo dia, a minha sogra me chamou e disse: “Você engravidou minha filha, agora vai cuidar!”. Naquele momento dei uma de “João sem braço”, mas não teve jeito. Pensei estou trabalhando: não vai ser difícil! A criança nasceu e tive que alugar uma casa.
Consegui trabalhar em um laboratório, como ajudante e me esforcei bastante, não faltava por que tinha parado com a bagunça e maneirava nas outras coisas.

Certo dia fui promovido para “encarregado de expedição”.
Deus estava trabalhando na minha vida e estava dando tudo certo, estava caminhando bem e fazendo rotulo de remédio. Isso foi durante 6 anos na mesma empresa, mas não soube reconhecer essa benção de Deus e vivia como um animal, sem raciocinar.
Um belo dia me dia me deu uma louca… Sem motivo, comecei tudo de novo: jogar, beber,usar drogas e trair a minha esposa. Ainda não tinha entendido que, sem Deus, ninguém agüenta. Comecei a faltar no serviço e foi o que eu queria: fui mandado embora. Recebi tudo, até o aviso prévio, sem trabalhar. No final de tudo, tinha bastante dinheiro guardado… Conversei com um amigo e compramos um bar: comecei a trabalhar e para mim estava ganhando muito, mal sabia que estava me enforcando sempre mais! Fazia tudo em dobro: bebido, droga, prostituição. Muitas vezes chegava das boates, chapado e a minha mulher chorando pensando que tinha acontecido alguma coisa. Eu dizia para ela ir dormir e não falava nada. Sempre eu e o meu sócio estávamos com outras mulheres.
Quando jogava dinheiro em cima da mesa para minha esposa, ela dizia: “Não é isso que eu quero!”. E eu respondia: “Vai dormir!”
Depois de um tempo, ela começou a falar que um dia eu não encontraria mais em casa… mas eu nem ligava, brigava, tanto sabia que ela ia para a casa da sogra e depois de dois dias voltava.
Continuava o trabalho na lanchonete, mas, numa 2º feira, parou uma moto, e desceram 2 rapazes e depois encostou um carro com mais 4 pessoas e gritaram: “É um assalto!”. Meu sócio foi correr para pegar a arma, mas os aqueles homens foram mais rápidos: atiraram e ele morreu na hora. Quebraram as 8 maquinas “caça-níqueis” e levaram dinheiro. Colocaram a arma na minha cabeça e depois se foram.
Com a morte do meu sócio, entrei em desespero e me afundei mais ainda
Nas drogas, até que uma noite cheguei em casa e não encontrei mais ninguém! Abri o guarda roupas dela e tinha um bilhete: “Eu falei que um dia iria embora! Vou viver com a minha filha, adeus!”.
Nesse momento a casa caiu de verdade: a morte, a separação, a bebida, as drogas, tinha perdido tudo…
Tudo acabou, já não tinha mais amigos, nem mais nada.
Fui morar numa garagem, bebendo e fazendo bico. As pessoas passavam olhavam para o lixo que eu era e sentiam pena. Era o fundo do poço, já não comia, só bebia. Certo dia, bem debilitado, fui atravessar a rua e o carro brecou bem em cima das minhas pernas, “FOI DEUS QUE ME SALVOU”.
Outro dia fui parar no hospital e fiquei internado 25 dias, quase morri, foi Deus que me salvou mais uma vez.
Minha mãe, conheceu um mulher que tinha um filho na Missão Belém e me disse “Vai você também!”. A minha resposta sempre era: “amanhã” e continuava bebendo. Um dia, minha mãe começou a chorar, ai eu pensei: “Vou, fico uns dias e volto…”, só não sabia que Deus tinha preparado tudo para mim. Cheguei no sitio, fui bem acolhido e não conseguia mais ir embora… Deus me segurava. Veio o Jé-Shuá que me abriu os olhos sobre o mundo de Deus que eu não conhecia, depois os cursos de Catequese, o Diário espiritual…
Certo dia, na capela, comecei a pedir a Deus a reconciliação com a minha família. Depois de 2 meses, quanto menos esperava, vi descer do portão de entrada a minha mãe, minha filha e minha neta. Olhei para o céu e disse “SENHOR NÃO MEREÇO TANTO!” Mas quando fui para a capela rezar para agradecer , Ele me disse: “EU TE DEI de volta AS SUAS JOIAS MAS NÃO ESQUEÇA QUE EU SOU O SEU VERDADEITO OURO!”.a Ele devo a minha vida. Já estou há 2 anos e 3 meses na Missão e sou muito feliz. Foi me pedido de coordenar o Sitio São Miguel Arcanjo, sendo que o Manuelzinho deve partir para o Haiti. Sinto-me muito bem, servindo os irmãos, junto ao Fabio e ao Erich. Ninguém pode explicar a alegria que está no meu coração, quando vejo os irmãos se restaurarem. Sinto-me útil, não são mais aquele lixo de que as pessoas sentiam pena. Descubro em mim dons que nem imaginava. Aqui dentro somos cerca de 150 pessoas e vivemos numa harmonia que nos faz sentir uma só família. No final de fevereiro, pronunciei solenemente, diante do Bispo as minhas “Promessas” de entrega a Deus, dentro da Missão Belém e sinto que Deus deu uma “reviravolta” na minha vida: de pinguço, me fez sentir filho com uma vontade imensa de consagrar toda a minha vida a Ele até o fim! Eu te amo Jesus!

ENCONTRO VOCACIONAL...

PAZ E ALEGRIA!!!
 
O Senhor me ungiu e consagrou para levar a boa nova aos pobres. (Isaias 61)
 
VOCÊ NÃO PODE PERDER ENCONTRO O ENCONTRO VOCACIONAL NA MISSÃO

BELÉM COMEÇA NO DIA 4 DE MARÇO AS 8HS, E TERMINA NO DIA 8 AS 18HS. 
 
JESUS ESTÁ ESPERANDO POR VOCÊ,
 
 
NÃO PERCA A OPORTUNIDADE DE SER FELIZ!!!!!
 
Deus abençoe

Ir. Gilson

Contato (11) 26942746 confirmar a presença por favor

Vaso de barro fevereiro 2011...

  Vaso de Barro fevereiro 2011

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A história do Sr Zé...

  A história do Sr Zé

Eu nasci em Araçatuba, interior de São Paulo. Venho de uma família pobre mais bastante honesta, cristã, que todos os domingos ia à missa. Lembro que meus pais levavam eu e meus irmãozinhos na missa e ensinavam como amar os irmãos. (more…)

Vaso de Barro...

A historia de Elizeu...

Eu comecei como muitos, fumando maconha, depois passei para cocaína e cheguei na bendita pedra-crake. Logo, em seguida, comecei a traficar, fiz alguns assaltos a mão armada,  e também alguns homicídios.
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A historia de Beto...

Cinco anos atrás estava perdido, morrendo na sarjeta, escravo do vicio do álcool. Chegou a ficar semanas jogado na calçada de uma rua de Jundiaí, sem força para se mexer, fazendo necessidades na roupa… e continuando a beber! Não conhecia a Deus, mas o Todo Poderoso o alcançou na fossa onde estava, o salvou e o chamou a ser missionário na sua Vinha. Hoje coordena a Casa de Restauração que o acolheu e o salvou.
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La storia del Missionario Gilson...

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La storia di Manoel...

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A historia de Gloria...

Nasci em 15/09/1952 e minha historia teve inicio em um lugarejo no interior de São Paulo, divisa com o Rio de Janeiro.

Sou a nona de quatorze filhos. Meus pais, trabalhadores e lutadores, tinham um sério problema que tirava a paz da nossa família: eram alcoólatras. Isso provocava continuas brigas, agressões que atingiam também a nós. Me lembro de papai com um facão na mão ameaçando acabar com a família. Mamãe chorando, implorando a Deus, tentava nos defender como podia. Geralmente nos ajuntávamos num canto da parede, numa grande cozinha onde havia tições em brasa, já acessos e também um grande taxo com água fervente: era a única maneira de mamãe nos defender e era só isso que intimidava papai.

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La storia del missionario José Carlos...

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La storia di Silviano...

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A historia de Paulo e Luciana...

Em casa era muita briga. Meus pais separaram quando eu tinha 6 anos de idade e eu fiquei como uma bola de ping-pong, um pouco com um, um pouco com o outro, sem encontrar o carinho que precisava. Bem cedo iniciei a me envolver com coisa errada e, ainda sem saber nada dessa vida, arrumei uma encrenca com os caras de uma favela perigosa.

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A historia de Guilherme...

Quando eu tinha 11 anos, a minha casa, era como se fosse uma delegacia, porque meu pai era polícia do tempo da Força da República e o meu avô participou da Revolução de 39, então era tudo polícia. Só prestava quem era polícia, em casa era regime militar. Eu acordava às cinco horas, começava a carpir e às seis horas tomava banho, logo meu pai passava com a rádio-patrulha para nos levar para à escola. Em casa éramos 6 irmãos; minha mãe e meu pai eram muito novos.

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A historia de Donizete...

Nasci no Estado do Paraná e com oito anos de idade vim para São Paulo (Osasco), ali comecei a trabalhar, pegar firme nos estudos, e a querer realizar o grande sonho da minha vida que era o de ser um jogador de futebol.

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La storia di Michel...

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La storia di Francisco...

Meu nome é Francisco, venho de uma família tradicionalmente católica. Minha mãe é uma mulher de muita oração e dedicada à família. Tenho 10 irmãos. Quando pequeno, me lembro que morávamos todos no interior da Paraíba. Quando eu tinha 10 anos, viemos todos morar em São Bernardo do Campo, em busca de algo melhor.

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A historia di Clayton e Adriana...

A força dos leigos!
Casal da Missão Belém: 4 filhas biológicas e 10 do “coração”,
empenhados na Evangelização dos afastados
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La storia di Mattia e Silvia...

A história de MATTIA E SILVIA

Exemplo de leigos comprometidos com Cristo

são responsáveis, perto de Veneza, de um grupo “Ruah”, organizam retiros querigmáticos para irmãos afastados da Igreja E acolhem crianças em sua própria família Deus é fiel e escreve certo por linhas tortas, que somos nós. Eis os milagres que Ele opera em nós e através de nós MATTIA: Cresci numa família católica, sou o primeiro de 5 irmãos; freqüentava a paróquia, mas chegou o momento em que percebi que ia na Igreja somente por costume e não por paixão. Amava ficar com meus amigos do mundo, que pareciam se divertir pra caramba, enquanto o ambiente de Igreja me parecia velho, parado e triste. Fiz muita viagens para o exterior, esperando encontrar um lugar onde se vivesse mais alegre… Visitei a Europa, o Brasil, a África, a Argentina, Costarica, Cuba, Estados Unidos. A conversão de alguns amigos me levou a me aproximar novamente da Igreja de forma diferente. Aprendi a tocar violão para animar o coro paroquial. Dessa forma conseguia levar melhor a alegria da qual sentia falta. Por vários anos, todos os sábados, ia com outros jovens no “Bairro Aneis” (era um dos pontos de maior tráfico, na Itália), para fazer voluntariado e ajudar as família obrigadas a morar nesse lugar. Mas quando encontrávamos os drogados e os traficante, ou as prostitutas, percebia que não tínhamos força para dar algo de concreto para eles. Fiz também um mês nas missões da periferia de Rio de Janeiro com os missionários de Pádua. Quando voltei, o ambiente de casa e do trabalho pareciam “apertados” para mim. Em 2004 tive uma crise pessoal, não entendia o sentido de tudo o que fazia; mais por instinto do que raciocinando, resolvi pedir a conta e fui, por dois meses, para a periferia de Manila, nas Filipinas. Ajudava uma irmã franciscana num ambulatório por ela criado para curar os doentes de tuberculose. Tive impressão que esse não fosse o meu caminho. Voltando, comecei a namorar com Silvia, que já conhecia antes. SILVIA: Nasci e cresci numa família cristã, praticante, serena e unida. Sou a mais velha de 3 filhos. Vivi num ambiente paroquial, antes como animadora de grupos, depois como catequista; desde criança no coro paroquial. Desde sempre conheci bons padres dos quais recebi força e exemplos. Tive, porém, também algumas dificuldades em família causadas pelo mal exemplo de um tio que pertencia a um movimento religioso e que minaram não pouco as minhas convicções e a minha fé. Tudo isso, junto ao cansaço e à falta de estímulos, iniciei a deixar todas as atividades nas quais estava engajada e comecei a me enturmar com amigos bem longe de Deus e da Igreja. A única coisa que nunca faltou foi a S. Missa, no domingo. Apesar de cansada das coisas de Deus, não conseguia ficar sem Ele. Depois de algumas experiências de namoro, que foram grandes fracassos, cheguei à paz comigo mesma: estou bem sozinha! Deus… sabia que existia, mas não me criava grandes problemas… Levava a vida da melhor forma possível ! Mas… para jogar todos os meus planos e a minha “paz” para o alto, apareceu 2 Matia! Era maior que eu, com nenhuma vontade de se envolver, simpático, inteligente, sobretudo uma pessoa que me inspirou confiança e com o qual podia me confrontar de questões profundas. Assim foi… Conhecemo-nos no final de 2003, no início tudo parecia fácil e bonito. Em comum, tínhamos as mesmas bases: duas famílias bem estruturadas, raízes cristãs, unidas. Economicamente não precisávamos de ninguém… Acabamos nos apaixonando reciprocamente (lentamente) e casamos no mês de abril de 2005. Somente depois nos conhecemos melhor e aqui começaram os problemas porque as bases comuns não foram suficientes para unir-nos. A participação à vida religiosa e o modo com o qual enfrentávamos os problemas espirituais foram o primeiro problema; o primeiro de muitos outros… O elemento que fez explodir a crise foi o convite para o “Ruah” (retiro querigmático, que hoje coordenamos), três meses antes de casar. Eu não tinha nenhuma vontade de me empenhar, de enfrentar coisas e pessoas novas. Para mim os grupos de oração eram como fumaça nos olhos, ainda tinha as feridas daquele meu tio. Por isso rejeitei o convite e toda vez que via Matia partir para o Ruah, esperava que voltasse cansado e feliz e fazia de tudo para estragar-lhe a festa! Tudo isso se arrastou por anos, entre tentativas fracassadas de encontrar um ponto de encontro. MATTIA: Foi um momento difícil, de grande incompreensão, brigas, onde prevalecia o caráter de cada um e não o amor que nos havia unido. Uma noite, sai com a Pastoral de rua. Fomos numa região de prostituição de Pádua. No meu grupinho estava também Chiaretta (uma jovem missionária que tinha feito uma experiência no Brasil). Dela aprendi a falar de Jesus para os pobres que encontrávamos e a dar uma benção impondo as mãos. Sendo que as prostitutas rejeitavam de rezar pela vergonha que sentiam, então ela propunha de fazer somente um sinal de cruz na testa e rezar um pouco, enquanto nós intercedíamos. Isso me entusiasmou muitíssimo porque entendi que a única coisa útil de verdade era dar Jesus! O sábado seguinte quis sair de novo e me uni ao grupinho de Tommaso e Anna Raquel, na mesma região do sábado anterior. Logo fui ao encontro de uma prostituta e, fazendo o “sinal de cruz” na testa, iniciei a oração. A outra mão estava apoiada no meu coração. Tommaso e Raquel oravam em silêncio atrás de mim. De repente escutei uma voz que falava “Com as duas mãos!” Então coloquei também a esquerda sobre a cabeça da irmã e conclui a oração. Quando nos afastamos um pouco, agradeci Tommaso e Raquel pelo aconselhamento. Eu estava convencida que a voz fosse deles. Mas Raquel disse: “nós não falamos nada!”. Fiquei sem ação: aquela voz, eu a ouvi, caso contrário, não teria colocado a outra mão em cima da cabeça! No verão de 2008, depois de uma milésima briga com a minha esposa (que durou a noite inteira), prometi a Nossa Senhora que teria rezado o terço todos os dias até o fim da minha vida. Em setembro 2008, devia participar da última Missa do Pe Giampietro, antes de regressar no Brasil, para ajudar com o violão. Pedi a minha esposa para me acompanhar, falando para ela que teríamos feito cantos bonitos. Sabia que ela gostava de cantar e assim veio. Na entrada da Igreja encontrei Paola, que me convidou a uma reunião para novos coordenadores do Ruah, dizendo-me que, em oração, teve a inspiração de me convidar com a esposa. Respondi sublinhando que, em primeiro lugar, minha esposa não tinha ainda participado do Ruah e, ainda pior, não queria nem ouvir falar de Ruah! No final da S. Missa, apresentei minha esposa ao Pe Giampietro, que nos abençôo, impondo as mãos. Voltando, no carro, falei para Silvia: Paola me convidou para uma reunião quarta-feira, mas você também deve vir… Com minha surpresa, respondeu: “Tudo bem, significa que devo fazer essa experiência do Ruah!” Assim participou do Ruah seguinte e depois de um outro, na sala dos encontros e, a partir de Agosto 2009, somos coordenadores da Equipe Ruah Juan Diego. SILVIA: Não é que eu tivesse muito convencida no começo! A experiência que me fez mudar mesmo foi trabalhar na sala, ver as emoções dos cursistas, a mudança das pessoas ao meu redor, tudo isso me fez entender o poder e a força de Deus e do Espírito Santo, se abrirmos o coração. Nesse tempo, também a nossa vida familiar tinha tomado seu rumo. Desde o namoro, havíamos decidido de colocar o nosso tempo a disposição de quem precisasse e, em especial das crianças, às quais faltava uma família, mesmo se por pouco tempo. Cultivávamos no coração a esperança de ter filhos nossos, mas fizemos o curso para “Casal acolhedor” e, em 2009 nos foram confiados Luca e Julia, dois irmãozinhos de 11 e 7 anos, de origem romena, filhos de pais separados, mãe com problemas psiquiátricos e judiciários, por 2 anos! Apesar da disponibilidade e das motivações fundamentais, a caminhada com essas duas crianças não foi fácil: reuniões com psicólogos, assistentes sociais que tinham opiniões diferentes das nossas, especialistas… problemas escolares… tudo dentro da nossa rotina (eu sou coordenadora de uma creche, Mattia é técnico de uma firma que produz mármores) e os RUAH, que continuavam sem parar, com todos os encontros “pós”. Tivemos momentos de desespero, mas, dessa vez, a oração nos sustentou e, com o tempo, aprendemos a trabalhar juntos, ainda mais nas dificuldades. MATTIA: Com todos os compromissos que tínhamos foi difícil encontrar tempo para rezar juntos. Em março de 2009, os nossos vizinhos, albaneses e nos pediram para sermos padrinhos de Batismo das suas duas meninas. Para 3 eles era algo a mais que ofereciam a suas filhas, para nós uma ocasião a mais para explicar às nossas duas crianças (provenientes de uma família atéia) o que era o Batismo, a Fé, o Paraíso, as orações, a Missa… Até que chegou o momento, foi uma noite que Luca nos pediu: “Podemos rezar o terço juntos?” Era a festa da Assunção de Nossa Senhora e as crianças continuaram dizendo: “Maravilhoso! Podemos rezar toda noite?!” A partir daquele dia, o terço à noite é o momento para concluir o dia! SILVIA: Sempre com a idéia de fazer algo de útil e de ampliar a nossa família, em janeiro desse ano, iniciamos o curso para “adoção”. É uma caminhada que nos pedirá tempo e forças, mas também uma ulterior confirmação do que estamos buscando. A experiência de ser coordenadores de uma equipe do Ruah é muito forte e coloca à prova sob muitos aspectos, porém eu e Mattia estamos mais unidos no Senhor e procuramos ser a sua Presença viva no meio dos outros para os outros. Mattia e Silvia Esse nosso testemunho deseja somente relatar o que Deus realizou através de nós: nada é impossível para Deus!” Um momento de fraternidade do Núcleo Ruah, coordenado por Matia e Silvia, que já envolveu centenas de leigos no anúncio querigmatico e no acompanhamento catequetico